(9) Psicologia do Processamento da Informação: Analogia da mente com um computador, foco em como a informação é codificada, armazenada e recuperada.
A Psicologia do Processamento da Informação (PPI) surgiu na década de 1950 e 1960, influenciada pela cibernética e pela ciência da computação, oferecendo uma nova metáfora para compreender a mente humana: o computador. Essa abordagem conceitua a mente como um sistema ativo que recebe, armazena, transforma e recupera informações do ambiente, de maneira análoga ao funcionamento de um programa de computador.
O modelo básico da PPI envolve o input (informação sensorial recebida), o processamento (as operações cognitivas realizadas sobre essa informação) e o output (a resposta comportamental ou mental resultante). Entre esses estágios, a informação passa por diferentes estruturas e processos, como a memória sensorial, a memória de curto prazo (ou memória de trabalho) e a memória de longo prazo.
A memória sensorial retém brevemente as informações sensoriais iniciais. A memória de curto prazo, com capacidade limitada e duração breve, é onde a informação é ativamente processada e manipulada. A memória de longo prazo possui uma capacidade vasta e duração potencialmente ilimitada, armazenando conhecimentos, experiências e habilidades.
A PPI investiga diversos processos cognitivos, incluindo percepção (como interpretamos as informações sensoriais), atenção (como selecionamos informações relevantes), aprendizagem (como adquirimos novos conhecimentos e habilidades), memória (como codificamos, armazenamos e recuperamos informações), linguagem (como processamos e produzimos a comunicação), pensamento (como raciocinamos e resolvemos problemas) e tomada de decisão (como escolhemos entre diferentes opções).
Os pesquisadores da PPI frequentemente utilizam modelos diagramáticos e experimentais para decompor os processos cognitivos em etapas sequenciais ou paralelas, buscando identificar as capacidades, limitações e mecanismos subjacentes a cada estágio. O tempo de reação, a precisão das respostas e a análise de erros são medidas comuns utilizadas para inferir os processos mentais envolvidos em diferentes tarefas cognitivas.
A PPI enfatiza a natureza ativa e construtiva da cognição, onde o indivíduo não é apenas um receptor passivo de informações, mas sim um processador ativo que seleciona, organiza e interpreta o input sensorial com base em conhecimentos prévios e expectativas. Essa abordagem teve um impacto significativo em diversas áreas da psicologia, incluindo a psicologia cognitiva, a neuropsicologia cognitiva, a psicologia educacional e a interação humano-computador, fornecendo um arcabouço conceitual para investigar os intrincados mecanismos da mente humana. A analogia com o computador, embora com suas limitações reconhecidas, forneceu um vocabulário e um conjunto de ferramentas poderosas para o estudo científico da cognição.

Contato
Atendimento Online e Presencial
SEPS 705/905 Sul, Bloco A, Edifício Santa Cruz, Brasília/DF
Tel: (61) 9 8116-1063
Telefone e WhatssApp